quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Todos os dias, quando vou para o trabalho me encanto com a exuberância da natureza, seja olhando para o mar, seja no Parque das Dunas.
Há quinze dias essa árvore tem me enxido os olhos. Penso que deve ser um Ipê, mas não tenho certeza.
Aprendi, com uma senhora muito querida que fez parte de minha vida, que contemplar a natureza é uma das melhores formas de nos aproximar de Deus. Impossível não me extasiar, não agradecer a Deus por todas as maravilhas que Ele nos oferece a cada dia. Eu o vejo em cada animalzinho, em cada planta, em cada flor que nasce à beira do caminho, em cada pessoa com quem cruzo o olhar e que retribui (ou não) o meu sorriso.
É isso, também sou uma doadora de sorrisos incorrigível! Desde criançinha, por mais triste que eu esteja, não consigo deixar de sorrir por muito tempo. Meus colegas de escola chegavam a me oferecer um dinheirinho caso eu ficasse 10 minutos sem rir. Nunca ganhei essa aposta!
E diante das maravilhas de Deus, me ponho a sorrir embevecida. É inevitável... Talvez quem passe por mim até pense que sou uma abestalhada, rindo sozinha do nada, mas dentro do meu coração eu estou feliz pela grande dádiva de ter olhos para ver e a capacidade de enxergar!
Já pensou em enxergar melhor o mundo que te cerca? Parar por um tempo para contemplar algo que te agrade?  Ouvir uma música sem pressa? Ter prazer com as pequenas-grandes coisas que a vida oferece?
Sempre sugiro isso para meus clientes, espedcialmente àqueles que se queixam muito do estresse. Temos a tendência a levar a vida no piloto automático. São tantos afazeres, tão pouco tempo para tudo, tanta superficialidade, que os dias,semanas e anos se passam sem que a gente veja. E a falta de parat um pouco no dia-a-dia é uma das principais razões para que não percebamos o tempo. Somos fazedores de coisas, mas gozamos muito pouco a vida, nos dedicamos quase nada a viver em plenitude e menos ainda a nos conhecer melhor. Sem tempo, nos tornamos reféns do estresse, da correria e da falta de sentido.
Que tal, por esses dias, se permitir viver mais?
Um abraço sorridente! :)



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Retomando a pena...

Faz alguns anos que não apareço por aqui... Tanta coisa aconteceu que nem me lembrava que tinha um blog. Hoje, de repente, veio uma vontade de "tomar da pena" e deixar sair o que se passa no meu coração e na minha cabeça.

Recebi uma mensagem de uma amiga querida e a partir dela me coloquei a pensar no quanto é difícil aceitar aquilo que a vida nos trás e o que ela nos leva, sem que possamos fazer algo a respeito.

 Parece tão óbvio termos que abrir espaço, deixando o velho e não mais necessário ir-se embora para que se abra espaço para o novo, mas essa obviedade não convence nossos corações... Como nós, humanos, somos apegados! Caramba, a gente se apega a objetos, a situações, a pessoas, a rotinas e sofremos realmente por ter que abrir mão disso. Olhando em volta, vejo que nem sempre as razões de nosso apego são importantes em si, mas apenas pelo significado que atribuímos a elas.

Eu, particularmente, não sou de me apegar muito, não sou ciumenta de pessoas nem de objetos, mas me incomoda abrir mão de sentimentos, de papéis, de situações e sonhos que acalentei com afeto. É tão difícil...E não deixar ir significa carregar um peso inútil, desnecessário que não ajuda em nada, ao contrário, atrapalha muito. Em alguns casos esse peso extra se materializa em nossos próprios corpos! São quilos acrescentados à nossa silhueta em curtos períodos de tempo, sem que tenhamos uma explicação racional para isso, mas que refletem a necessidade de se agarrar ao peso que deveríamos ter deixado de lado há tempos...

Estou em reconstrução, reinvenção de mim mesma. Querendo saber quem sou eu de verdade, o que quero da vida, do que gosto ou não, quem quero ou não na minha vida, onde pretendo ir... E pra isso, tenho que abrir mão do peso, do velho, das antigas ideias, dos antigos sonhos, dos antigos rótulos e papéis que desempenhei por tantos anos. Deus sabe como eu tenho tentado, mas Ele também sabe o quanto é difícil. Me ocorre que através da escrita talvez eu consiga "esvaziar" mais rápido, retomar o rumo logo, porque hoje me sinto um barco vagando a esmo, ao sabor dos ventos... E agora me dou conta que isso tem tudo a ver com a mensagem de minha amiga. Deixo aqui pra vocês. Espero que gostem...

Os ventos que as vezes tiram algo que amamos são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois aquilo que realmente é nosso, nunca se vai e sim dura para sempre!